Resultados da Auditoria Externa de 2020


Como sabem o ano de 2020 trouxe-nos desafios acrescidos relacionados com a COVID-19, aos quais, com o nosso habitual dinamismo, resiliência, capacidade de adaptação e inovação, temos vindo a ser  capazes de os superar de forma extraordinária, excedendo todas as nossas expetativas.

No que concerne às auditorias de 2020, não foi diferente… e também estas tiveram de ser repensadas relativamente à forma de realização, tendo em conta este “novo” normal que estamos a viver.

E desta forma, e sem precedentes na Wondercom, avançamos para a realização de parte das nossas auditorias de forma remota, dando assim cumprimento aos nossos objetivos do SGI, bem como aos requisitos normativos para não colocar em causa as nossas certificações.

Assim sendo, a auditoria externa de 2020 ocorreu em 2 momentos distintos, de forma remota entre os dias 11 e 12 de maio, e de forma presencial entre os dias 27 e 31 de julho do corrente ano, da qual resultaram em termos globais 5 NC menores, 1 NC maior, tendo sido de imediato delineado um plano de ações para colmatar as situações identificadas. Paralelamente foram ainda identificadas 6 oportunidades melhoria, bem como identificados por parte da equipa auditora vários pontes fortes, que se passam a transcrever:

 

  • Revisão pela Gestão com relatório muito completo e conclusivo relativamente aos temas em análise;
  • Estrutura Documental do Sistema e utilização de plataformas de alocação de técnicos;
  • Apresentação dos técnicos nos clientes – Fardas e viaturas;
  • Gazeta W, como ferramenta de comunicação interna para sensibilização da qualidade ambiente e segurança;
  • Reuniões mensais com a gestão de topo e seu detalhe;
  • Dinamismo da Equipa Wondercom;
  • Competência dos Técnicos e da Gestora do sistema integrado;
  • Projeto EDP em curso;
  • Ações perante a pandemia;
  • Monitorização e grau de cumprimento dos objetivos;
  • Dimensão e modernização constante da Frota e qualidade do parque informático.

Volvidos entretanto sensivelmente 3 meses sobre o término a auditoria externa, e após apreciação por parte do Auditor Coordenador das “démarches” que desenvolvemos para colmatar as situações identificadas como não conformes, recebemos recentemente a informação que foi recomendada a recertificação da Wondercom de acordo com os seguintes referenciais normativos: a ISO 9001:2015; a ISO 14001:2015 e a ISO 45001:2018.

Face aos resultados obtidos, e tendo em conta o contexto sanitário que travessamos, com todas as alterações e esforços adicionais que tal situação implicou e que continua a implicar, bem como o fato de termos migrado para um novo referencial normativo a ISO45001 (que vem substituir a OHSAS 18001, que será descontinuada em março de 2021), só podemos estar orgulhosos do nosso trabalho e esforço empreendido.

Resta agradecer a todos que de forma direta  ou indireta, todos os dias dão o seu contributo para o bom funcionamento do sistema de Gestão Integrado, contribuindo desta forma para a melhoria continua do mesmo.

STOP 5G Paranoia


Autoria: Samuel Cruz 
Departamento de Sistemas de Informação

Nos anos 70, em plena guerra fria e com a eminência de um ataque nuclear entre os Estados Unidos e a União Soviética, o tema dos efeitos da radiação estava na ordem do dia e, entre outras, surgiu a teoria de que os campos eletromagnéticos gerados pelas linhas de alta tensão estariam relacionados com o aparecimento de cancros na população que vivia perto deles, apesar de nunca ter existido nenhum estudo credível publicado num boletim de investigação científica que relacionasse isso. Depois o alvo foram os micro-ondas, e as suas perigosíssimas radiações.

Nos dias de hoje ainda há pessoas a acreditar que aquecer comida no micro-ondas provoca cancro e que a rede que está presente nas portas destes equipamentos serve para impedir que a radiação saia do interior. Serve na verdade para impedir que no caso de algum alimento rebentar no interior, parta o vidro/acrílico da porta. Depois foram as televisões. Também emitiam radiação e faziam mal à vista. Na verdade, não fazem bem, mas por outros motivos. A exposição prolongada da vista humana a uma televisão provoca o que chamamos tipicamente de “vista cansada”, mas isso deve-se apenas ao movimento da imagem e à transição rápida de cor e luz que obrigam a vista a estar constantemente a adaptar-se. Não é em nada diferente do que acontece se ficarmos o mesmo período a olhar para uma lâmpada a piscar ou se formos de carro a atravessar uma estrada florestal e formos a olhar para o sol através das árvores.

Já nos anos 90 quando surgiram as primeiras redes 2G voltaram as teorias da conspiração. A causa deve-se em parte a uma fotografia publicada num jornal britânico de um técnico de telecomunicações a subir a uma antena com o que parecia ser um fato antirradiação. Era na verdade um fato que o protegia de um químico anticorrosão que estava a ser aplicado na antena para a impedir de enferrujar. Quando a operadora explicou para que servia o fato já os amantes da conspiração tinham inventado dezenas de teorias sobre os nunca provados efeitos devastadores das redes 2G.

Com a massificação destas redes e dada a ausência de qualquer estudo científico credível que conseguisse relacionar as redes 2G/3G/4G com problemas de saúde em humanos o tema foi caindo em esquecimento, até ao aparecimento do 5G.

Aqui importa esclarecer o seguinte: Existem dois tipos de radiação electromagnética: A radiação ionizante e a radiação não ionizante. A radiação ionizante é forte o suficiente para retirar os electrões da sua órbita em torno de um átomo. Este processo é chamado de ionização e pode ser prejudicial às células do corpo. A radiação não ionizante não tem energia suficiente para retirar os electrões da sua orbita em torno de um átomo, causando-lhes apenas vibração. Esta não é prejudicial às células do corpo. A radiação emitida pelas redes 2/3/4/5G é não ionizante, pelo que não é prejudicial aos seres humanos conforme declararam várias autoridades de saúde pública, como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Comissão Internacional de Proteção contra Radiação Não-Ionizante (ICNIRP), o organismo científico com sede na Alemanha encarregado de estabelecer limites à exposição à radiação, em várias ocasiões que as ondas de rádio usadas pelas comunicações móveis não são prejudiciais à saúde.

No dia 12 de Março de 2020, o Dr. Thomas Cowan, especialista em medicina familiar norte-americano, suspenso por má conduta, publicou um vídeo no Youtube em que afirmava que o vírus COVID-19 era provocado por radiação eletromagnética. O vídeo teve 16.000 shares e 390.000 views no espaço de uma semana, e foi citado no Twitter por uma artista americana com 2.3M followers.

Apesar do vídeo conter alegações falsas e imprecisões que foram imediatamente desmascaradas por centenas de virologistas de todo o mundo, o rastilho estava novamente aceso. A artista americana que fez share do vídeo no seu Twitter apagou o post passados alguns dias mas foi tarde demais. Por todo o mundo surgiram grupos anti 5G e desde então foram registados apenas no reino unido, segundo a BBC, mais de 300 ataques a técnicos de telecomunicações, durante o seu trabalho, e foram incendiadas 99 antenas 5G.

Isto mostra os perigos da desinformação que se propaga pelas redes sociais, especialmente em alturas de incerteza como a que vivemos, e leva-nos à triste conclusão de que apesar de todos os seres humanos serem imunes às ondas eletromagnéticas geradas nas redes 5G, nem todos são imunes a teorias absurdas ou à estupidez de uma forma geral.

Faz sentido falar em protecção de dados durante uma emergência de saúde pública?


Autoria: Cláudia Marques 
Data Protection Agent na Wondercom

Deparamo-nos hoje, cidadãos e empresas, com desafios sem precedentes, devido à situação de  emergência de saúde pública em que nos encontramos,  tendo que procurar soluções flexíveis e adequadas às necessidades deste “novo normal” em que agora vivemos. A área da protecção de dados e privacidade não é excepção a esta necessidade de adaptação.

A discussão, em torno da privacidade e da pandemia, torna-se  particularmente importante quando pensamos nos novos desafios com que se deparam hoje as empresas e os indivíduos e nas suas consequências, nomeadamente:

  • O teletrabalho e o inerente risco de violações de dados (seja pela utilização de equipamentos e contactos pessoais dos colaboradores, pela utilização generalizada de videoconferências ou pelos sistemas de monitorização de colaboradores);
  • A utilização de mecanismos de controle de contágio por algumas empresas (medição de temperatura ou preenchimento de questionários por colaboradores), comunicação de colaboradores infectados para rastreio de contágio e informação de quarentena e eventual partilha destes dados com as autoridades sanitárias;
  • O surgimento de aplicações de monitorização dos indivíduos com vista ao rastreio digital de Covid-19 (que recolhem permanentemente dados de localização, tendo, potencialmente, acesso à nossas rotinas, deslocações e contactos durante 24 horas). Em Portugal a aplicação que será lançada tem o nome de STAYAWAY COVID e está, neste momento, a aguardar parecer da Comissão Nacional de Protecção de Dados.

Mas, fará sentido, com tantos problemas que hoje existem, perante os riscos de saúde pública que enfrentamos e na iminência de uma crise financeira, preocuparmo-nos com a protecção dos dados pessoais e privacidade?

Sem dúvida. Se há coisa que a história nos ensina é que é nas alturas mais difíceis da vivência em sociedade que são cometidas as maiores atrocidade e atropelos aos direitos dos cidadãos e à democracia. E, por isso, temos de estar conscientes de que os nossos dados pessoais são uma porta de entrada para a nossa vida privada e liberdade individual.

Com um simples e intuitivo clique, informações como onde moramos, onde trabalhamos, quais são as nossas actividade de lazer, quem é nossa família, quais as pessoas com quem nos relacionamos, os nossos interesses, com quem nos encontramos e onde, locais onde passamos o nosso tempo e tudo o mais que se possa imaginar, podem ficar visíveis para terceiros. E temos de estar despertos para esse perigo e para as formas de o neutralizar, sempre, independentemente de vivermos numa situação de pandemia.

Claro que a protecção de dados não pode servir para obstaculizar os meios de combate à propagação do contágio do SARS-COV2 (Covid19), mas têm de  ser encontrados mecanismos que assegurem um equilíbrio entre os direitos dos indivíduos e as questões de saúde pública.

Estes mecanismos devem garantir que  os princípios da protecção de dados são respeitados,  os indivíduos são devidamente informados quanto a todas as questões relacionadas com o tratamento das suas informações pessoais e qualquer restrição de direitos neste âmbito deve estar prevista na lei, respeitar os direitos e liberdades fundamentais dos indivíduos e constituir uma medida proporcional e adequada numa democracia. Ou seja, tem de existir proporcionalidade entre a necessidade que existe e os dados que se recolhem e tratam, sabendo que se nos parece excessivo determinado tratamento, devemos usar os meios adequados para nos defendermos dele.

Em resumo, temos sempre, o direito de saber que dados pessoais estão a ser recolhidos sobre nós, quem lhes pode aceder e durante quanto tempo, como vão ser usadas as nossas informações pessoais e como podemos exercer os nossos direitos quanto a elas. E isto nunca pode ser retirado, seja qual for a circunstância excepcional em que nos encontremos.

COVID19- Perguntas e Respostas – RGPD


Autoria: Cláudia Marques

Data Protection Agent na Wondercom

Mesmo no contexto em que vivemos, de emergência de saúde pública relacionada com a pandemia do Covid19, não devemos supor que foram suspensos os direitos fundamentais à de privacidade e à protecção de dados. Como referiu há dias o Conselho Europeu De Proteção De Dados “continua a ser obrigação do Responsável pelo Tratamento garantir a protecção de dados dos indivíduos”.

Porém, também não pode permitir-se que as normas de protecção de dados sejam um obstáculo ao cumprimento e à eficácia das medidas das autoridades sanitárias na luta contra o novo Coronavírus. É preciso encontrar formas de compatibilizar o tratamento lícito dos dados pessoais com as medidas necessárias para proteger a saúde pública

Por outro lado, o próprio Reg. Geral de Protecção de Dados, reconhece, fundamentos excepcionais para o  tratamento lícito de dados, como por exemplo, os casos de adopção de medidas necessárias para fins humanitários (incluindo o controle de epidemias) ou para salvaguardar os interesses vitais das pessoas ou a saúde pública.

Assim, neste tempo de dúvida e incerteza elaborámos um conjunto de perguntas e respostas que julgamos ser do interesse de todos.

Tendo a empresa conhecimento de que um colaborador foi infectado pelo covid19, pode tratar essa informação? 

Sim. O tratamento desta informação é fundamental para a empresa poder cumprir o seu dever de assegurar aos colaboradores condições de segurança e de saúde. Ou seja, a empresa precisa de utilizar esta informação para proteger os demais colaboradores da empresa e executar as orientações da Direcção Geral de Saúde, no sentido de minimizar os riscos de contágio, nomeadamente a Orientação nº 006/2020, de 26/02/2020.

No entanto, o tratamento destes dados deve observar os princípios estabelecidos no Reg. Geral de Protecção de Dados, designadamente, não serem tratados mais dados do que o necessário, o tratamento ser limitado no tempo e os dados apenas serem usados para a finalidade concreta de diminuição do risco de contágio de Covid19.

A empresa pode divulgar a informação de que um colaborador se encontra infectado por Covid19 aos demais colaboradores?

A empresa pode divulgar esta situação sem identificar a pessoa afectada, mantendo a sua privacidade ( como é feito, pelas autoridades sanitárias quando procedem a esta divulgação).  A informação deve ser apenas a necessária para a salvaguarda dos direitos e da saúde dos demais colaboradores, de acordo com o estabelecido nas recomendações emitidas pelas autoridades competentes.

Em conclusão, sempre que que for possível cumprir a obrigação de protecção da saúde dos colaboradores, divulgando a existência de um caso sem identificar a pessoa contagiada, deve ser feito desse modo. Apenas nos casos, muito limitados, em que essa informação parcial não seja suficiente para cumprir o objectivo, poderá ser divulgada a identidade da pessoa infectada.

Pode questionar-se os colaboradores ( ou quem trabalhe com a empresa ou se desloque às suas instalações) se apresenta sintomas de Covid19?

A Direcção Geral de Saúde determinou que quem apresente sintomas relacionados com esta doença, por uma questão de saúde pública, deve comunicar este facto às autoridades sanitárias. As empresas, podem justificar a colocação destas questões aos colaboradores/visitantes, com a sua obrigação de manter os colaboradores em segurança e de proteger a saúde dos mesmos, conservando o local de trabalho livre de riscos sanitários. Neste contexto, as empresas não precisam de ter consentimento explicito para fazer estas perguntas,  porém, a questão deve ser limitada ao possuir ou não algum dos sintomas da doença e nada mais que isso.

No caso de estar em quarentena preventiva ou de estar infectado pelo Covid19 o colaborador tem obrigação de o comunicar à empresa? 

Sim, apesar de numa situação normal não ser assim, neste momento, atendendo à situação de pandemia e à próprias orientações da Direção Geral de Saúde, o colaborador deve dar esta informação à empresa, podendo ceder o seu direito individual perante a defesa do direito à saúde dos demais colaboradores ou mais genericamente,  da saúde pública.

Wondernews Junho 19 – Trabalhos na Via Pública


Os trabalhos junto à via pública ou na via pública, bem como a utilização de materiais, ferramentas e equipamentos de trabalho, podem constituir riscos particularmente graves para os utilizadores da via, e para os próprios trabalhadores, se não forem adequadamente sinalizados e protegidos.

Os principais riscos a quando da realização de trabalhos junto à via publica ou na via publica são:

  • Atropelamento;
  • Choque rodoviário;
  • Congestionamento de trânsito e restrições de circulação;
  • Queda de objetos;
  • Queda ao mesmo nível;
  • Queda a diferentes níveis;
  • Queda em altura.

Desta forma a quando da realização de trabalhos em:

  • Fachadas,
  • Postes,
  • Caixas de visita permanente,

é obrigatório a utilização de equipamentos de proteção coletiva (EPC´s) tais como:

  • sinalização,
  • barreiras para delimitação da zona de intervenção,
  • pinos

É ainda de salientar a obrigatoriedade de utilização dos EPI adequados, tais como:

  • Colete refletor;
  • Capacete;
  • Calçado de segurança
Medidas preventivas
  • Analisar o trabalho a efetuar em função das condições climatéricas;
  • Avaliação prévia da necessidade de acompanhamento policial;
  • Assegurar que a composição da equipa é adequada às tarefas a executar;
  • Verificar se todos os equipamentos e materiais a serem utilizados na tarefa, incluindo EPI´s e EPC´s são os adequados;
  • Ser detentor de formação especifica para a tarefa a executar;
  • Ter em conta a necessidade de implementar sinalização rodoviária temporária.
  • Utilizar os EPI´s adequados

Exemplos de sinalização da zona de intervenção: