Renovação dos certificados dos sistemas de gestão da Qualidade, gestão Ambiental e gestão da Segurança e Saúde do Trabalho


Estamos uma vez mais de parabéns!!! acabamos de receber os novos certificados, relativos às recertificações do nosso sistema de gestão integrado, de acordo com as seguintes normas:

  • ISO 9001:2015 (Gestão da Qualidade);
  • ISO 14001:2015 (Gestão Ambiental);
  • ISO 45001:2018 (Gestão da segurança e saúde no trabalho).

É com grande satisfação e orgulho que recebemos este reconhecimento formal, atribuído pela Bureau Veritas às nossas práticas de gestão, há muito enraizadas na cultura da nossa organização, e que se traduzem no nosso comprometimento com todas as partes interessadas.

Estamos certos, que estas certificações são um pilar crucial para o desenvolvimento da nossa atividade, e um fator diferenciador no mercado onde atuamos.

Por último, mas não menos importante, resta agradecer a todos por mais este sucesso, fruto de um trabalho coletivo, sempre pautado pelo empenho de todos, que acreditam ser sempre possível fazer mais e melhor.

Utilize os QR Codes para aceder aos nossos certificados digitais

Certificado

ISO 9001:2015

Certificado

ISO 14001:2015

Certificado

ISO 45001:2018

É urgente resgatar o sorriso


Autoria: Andreia Nunes
Departamento de Recursos Humanos

O mundo mudou!

Já te dissemos, já o ouviste e repetiste vezes sem conta e já o sentiste na primeira pessoa.

Estamos saturados de temas como a pandemia, COVID-19, surtos e confinamentos. Mas, facto é que entraram pelas nossas vidas como se de um tsunami se tratasse. Sem alertas e sem planos de prevenção.

De um momento para o outro, as nossas vidas viraram-se de “pernas para o ar”.

O mundo mudou mas não parou. E por isso, nos próximos tempos, teremos de continuar a encarar estas mudanças, na esperança de conseguirmos gerir os seus impactos o melhor que nos for possível.

CABE A CADA UM DE NÓS, NO MEIO DESTE TURBILHÃO, ESCOLHER SE NOS DEIXAMOS SEGUIR COM A CORRENTE OU TOMAMOS AS RÉDEAS DO NOSSO DESTINO.

Nunca temas como a saúde física ou prevenção da doença foram tão falados como na actualidade. De facto, mais do que nunca, são inquestionáveis, mas e o que dizer da nossa saúde mental? Do nosso bem estar emocional? Adormecido, se não mesmo esquecido.

A verdade é que a pandemia, para além de tudo, trouxe consigo grandes níveis de stress e ansiedade a toda a população e este impacto, ao nível do nosso psicológico, foi também ele imprevisível e avassalador.

As estatísticas relatam cenários pouco animadores para o nosso país, no que respeita ao consumo de ansiolíticos, sendo que Portugal era já o quinto país da OCDE que mais recorria a este tipo de medicação. Consequência da pandemia ou não, assistimos no 1.o trimestre do ano, em comparação com o mesmo período de 2019, a um aumento de vendas de mais de 400 mil embalagens deste tipo de medicação.

Seria ingénuo pensarmos que a nossa saúde psicológica e nosso bem estar não seriam “beliscados” com tudo oque nos está acontecer, e é fundamental zelarmos por ela.

A boa notícia é que cada um de nós pode fazer a diferença em si e cultivar pequenos hábitos, pequenas mudanças e, passo a passo, cultivar hábitos sãos física e mentalmente.

É certo que vivemos num presente frenético, onde os obstáculos, as dúvidas e incertezas quanto ao futuro nos aterrorizam, mas é nossa responsabilidade sermos agentes do nosso próprio bem estar. Só assim aumentamos a nossa resistência, a nossa autoconfiança e a nossa felicidade.

Para abordarmos esta tema do bem estar, não partimos de grandes análises, leituras cientificas ou dissertações de mestrado, apenas de reflexões, situações vividas pessoalmente e algumas conversas e desabafos com os nossos colegas.

CONCLUÍMOS QUE É URGENTE VOLTAR A OLHAR PARA NÓS E REAJUSTARMOS ALGUMAS ESTRATÉGIAS DE AUTO CUIDADO DE FORMA A IRMOS AO ENCONTRO DO NOSSO EQUILÍBRIO.

E, porque a forma de trabalharmos foi também ela afectada, e simultaneamente afectou a nossa vida, é nossa missão ajudar neste reequilíbrio e sugerir pequenas estratégias que possam promover este bem estar. São pequenas mudanças, ao alcance de cada um de nós, mas que fazem toda a diferença.

 

  • Quick Tips:
  • Começa o teu dia como se fosses trabalhar! Cuida de ti! Muito falamos sobre cuidar do nosso interior, mas cuidar do exterior, sentirmo-nos bem com o que vemos, tem um efeito avassalador na nossa auto-estima e autoconfiança.
  • Não te esqueças de dar os bons dias aos teus colegas ou toma uma café virtual! Continuar a socializar, mesmo que de volta remota ou condicionada é um óptimo profiláctico do isolamento e solidão;
  • Faz um planeamento e uma gestão eficaz da tua agenda e do teu dia de trabalho. No final do dia, o sentimento de dever cumprido é arrebatador! Tens algumas dificuldades nesta gestão? Assiste ao curto vídeo de Barbara Corcoran, empreendedora de sucesso e estrela do ‘Shark Tank’, que, de uma forma muito simples, nos dá dicas importante de como organizar as nossas responsabilidades e tornar o nosso dia mais produtivo. Não te identificas com o que viste? Existem muitas outras ferramentas que te podem efectivamente ajudar a ser mais produtivo. Deixamos mais alguns exemplos:
    • Método GTD
    • Principio de Pareto
    • Matriz de Eisenhower
    • Técnica Pomodoro
  • Exploras esta técnicas e adopta aquela que melhor se aplica a ti!
  • Faz pausas frequentes, estica-te e respira! Fazer intervalos regulares no trabalho ajudará a melhorar o teu entusiasmo, a produtividade, a saúde mental e combate o sedentarismo a que agora estamos sujeitos. Se possível, dá uma saltinho à rua!! Ver pessoas, respirar ar puro e socializar. No momento em que vivemos, por menor que seja, é fundamental!
  • Cria alguns limites e incentivos para desligar! A forma como agora trabalhamos veio romper a típica definição de horário de trabalho e esbater as fronteiras que nos auxiliavam a desligar. Nos dias de hoje, estamos sempre no activo, e com muita frequência não resistimos a “terminar só mais esta tarefa”, à qual lhe somamos mais umas tantas. É importante estabelecermos algumas regras de auto controlo, para conseguirmos conciliar trabalho e descanso de forma saudável. Ambos saem a ganhar, já que equilibramos a nossa vida pessoal, diminuímos a propensão para o stress, aumentamos a “frescura” mental e melhoramos o nosso desempenho.

Mas não só no trabalho devemos aplicar algumas regras de autocuidado. Também na nossa vida pessoal devemos promover o Autocuidado como garantia de mais qualidade de vida e bem estar.

A propósito, já paraste para cuidar de ti hoje?

Segue estas dicas, dá-lhes o teu toque pessoal e vais ver que vão promover um estilo de vida mais saudável e potenciar o teu desenvolvimento:

  • Alimenta-te correctamente e pratica exercício Físico! Os benefícios, não precisamos de te os dizer;
  • Mantém um boa rotina de sono;
  • Ouve música de gostes!
  • Respira profundamente e espreguiça-te para aliviar a tensão e relaxar o corpo;
  • Mantém um pensamento optimista;
  • Rodeia-te de pessoas com boas energias;
  • Investe em ti!
  • Prioriza o teu desenvolvimento pessoal. É o melhor investimento que podes fazer em ti Pára e reflecte. Reserva alguns minutos do dia apenas para ti
  • Cultiva-te! Já dizia Jum Rohn (empresário, escritor e especialista em desenvolvimento pessoa) que « Os homens de sucesso têm grandes bibliotecas, os restantes, grandes televisores»
  • Abraça aqueles que nesta fase puderes e beneficia do poder do toque. Sabias que o abraço tem o poder extraordinário de produzir no nosso organismo uma substância chamada oxitocina, também conhecida como a hormona do amor bem-estar, que quando libertada aumenta a nossa felicidade?
  • Ri e contagia o corpo com boa disposição.

 

SABIAS QUE …

  • Um adulto leva cerca de quatro semanas a sorrir o mesmo que uma criança sorri num dia?
  • Lembra-te que rir é realmente o melhor remédio e a melhor arma contra tempos difíceis! Vamos lá inverter estas estatísticas??

O novo armazém na zona Norte


Como já estás farto de saber, a Wondercom tem na zona Norte do País, mais concretamente no Porto na Areosa o seu Centro de Coordenação Operacional Norte, mais conhecido por CCO Norte.

Nestas instalações temos não só a zona de escritórios com várias salas de reunião, a Coordenação Norte, a Faturação e também o back office da Wondercom.

Há cerca de 2 anos foi ainda feita uma nova sala para o Outsourcing da zona Norte e até à muito pouco tempo, também a Wondertrade cá estava.

Ora o negócio continua a crescer: a Wondertrade ganhou uma nova casa em Matosinhos.

Para além destas áreas administrativas existe ainda o nosso armazém com cerca de 600 m2.

Entretanto e com o aumento da operação e o crescimento dos projetos EDP, foi surgindo a necessidade de aumentar a área de armazenagem.

O projeto EDP, nomeadamente o projeto do Solar tem necessidades muito específicas de acondicionamento e armazenagem- a arrumação de painéis dá-se essencialmente de forma mais horizontal ( colocando paletes sobre piso de laje) e não de forma vertical ( em estanteria técnica verticalizada).

Neste sentido, foi tomada a decisão de expansão da área de armazenagem e a Logística ganhou um novo armazém no Hipercentro.

A Fracção AG tem 1600 m2 e localiza-se na nave industrial exactamente oposta à nossa actual Fracção AJ. O acesso será feito pela mesma entrada e com a nova fracção iremos criar uma zona adicional de estacionamento para cargas e descargas.

Deixamos algumas imagens deste grande novo armazém e contamos poder vir a ocupá-lo muito rapidamente.

A Wondertrade mudou de casa no Porto


Faz agora 1 ano que a Wondertrade ganhou uma nova casa em Lisboa, Telheiras.

Agora foi a vez da Zona Norte. Como já deves saber, a Wondertrade estava também no Porto, nas instalações do Hipercentro.

O Negócio tem corrido bem e com a equipa a crescer foi surgindo a necessidade de mais espaço, mais salas e mais pessoas.

Iniciámos o processo de procura por uma nova casa que pudesse apoiar este crescimento de uma forma ajustada.

A Zona do grande Porto foi meticulosamente analisada e foi em Matosinhos que descobrimos o espaço ideal: em plena Av. da República, quase junto ao mar, encontrámos a nova casa para Wondertrade Norte.

À semelhança do espaço de Telheiras este espaço tem 3 pisos distintos:

  • Um piso térreo com 2 entradas independentes, com recepção, 2 espaços de Open Space e Copa
  • Um piso de cave com Instalações Sanitárias e áreas de apoio
  • Um piso superior com um Open Space, 1 escritório e 2 salas de Reuniões.

Em termos de materiais encontrámos um espaço relativamente recente, com bons acabamentos em madeira e bastante luz.

Com estes vários Open Spaces será possível ter em simultâneo as equipas VDF (Consumo e Empresarial) bem como as esquipas dos projetos EDP partilhando as salas de formação, copa e outros serviços de apoio.

Para todos aqueles que ainda não conhecem e que estão curiosos, deixamos algumas fotos que ilustram este espaço acabadinho de estrear.

Aos colegas da Wondertrade, deixamos aqui votos de muito sucesso e acima de tudo, MUITAS VENDAS !

A manipulação


Autoria: Cláudia Marques
Data Protection Agent na Wondercom

Quando surgiram, as redes sociais trouxeram inúmeras coisas maravilhosas, como reencontrar antigos colegas e amigos; partilhar álbuns de fotografias com pessoas próximas e até recolher fundos para tratamentos de saúde que, de outra forma, não seriam conseguidos. Na realidade, durante muito tempo, as redes sociais pareciam ser só vantagens: um produto criado com o único objectivo de servir os utilizadores.

Mas as redes sociais são um negócio – o maior negócio do século XXI – e o seu produto somos todos nós que, de uma forma ou de outra, estamos lá registados e as usamos.

O Dilema das Redes Sociais é um excelente documentário (comentado por ex-executivos da Google, Facebook, Instagram, Pinterest, etc.) que nos mostra o lado interno das redes sociais e explica o funcionamento do seu segredo mais bem guardado: o algoritmo. Ou seja, o modo como, através dos dados que partilhamos nas redes, a inteligência artificial consegue decifrar a forma como pensamos, quais os nossos interesses, quem somos, o que vai atrair a nossa atenção, quais as nossas tendências políticas, qual o nosso tipo de personalidade o que nos emociona, se estamos tristes ou alegres, as causas que defendemos, o nosso grau de permeabilidade a determinados anúncios, etc. ( as possibilidades são infinitas).

É através dessa informação que empresas como o Facebook ou o Google, conseguem vender o sonho de qualquer publicitário: a garantia de que um anúncio vai ter sucesso. As redes sociais vendem essa certeza, que mais ninguém tem, porque dispõem de uma quantidade gigante de dados que lhes permite fazer previsões enormes e bastante precisas sobre as nossas acções (que emoção nos estimula determinado anuncio, que vídeos gostamos de ver, em que anúncios clicamos quando estamos felizes ou tristes).

Hoje, chama-se a esta possibilidade de lucrar com um infinito rastreio do comportamento humano, capitalismo de vigilância, que mais não é que uma forma de nos manipular, usando a psicologia contra nós.

Por exemplo, se duas pessoas de cidades distintas e diferentes faixas etárias,  forem ao Google pesquisar por “alterações climáticas” serão diferentes os resultados que lhes vão aparecer, porque são baseados nos dados que existem sobre a opinião que as pessoas do mesmo local e com a mesma idade do utilizador costumam ter sobre o tema e, ainda, nos dados que o Google dispõe sobre o próprio utilizador (se é um negacionista das alterações climáticas ou se simpatiza com causas ambientais).

Muitos dirão que tudo isto é inofensivo, afinal só serve para nos impingirem uns anúncios. Não é assim, as possibilidades de utilização dos nossos dados através da Inteligência Artificial, são infinitas e hoje, por exemplo, já há indícios bastante fortes do seu aproveitamento para interferir em eleições democráticas nas Filipinas, no Quénia e nos Estados Unidos da América.

Perceber a enorme quantidade de dados que cedemos diariamente e que, através deles, é possível saber quase tudo sobre nós é assustador, mas essa tomada de consciência pode ser importante para alterarmos o nosso comportamento.

Mas, o que podemos fazer para limitar a possibilidade de sermos manipulados?

O mais eficaz seria apagar todas as redes sociais, o  que não é muito apetecível face ao impacto destas nas nossas vidas. Em alternativa, podemos alterar as nossas definições de privacidade para restringir, tanto quanto possível, os dados que partilhamos, assim como, podemos desligar todas as notificações, não aceitar recomendações de páginas ou de vídeos e limitar o tempo que passamos nestas plataformas.

A melhor forma de visualizar isto é pensar em  2,5 biliões de Truman Show’s. Cada pessoa tem sua realidade com seus próprios factos. Com o tempo, passa a ter a falsa sensação de que todos concordam com ela, porque todos no seu feed de notícias soam como ela. Nessa fase, qualquer um é facilmente  manipulado. ”  Roger McNamee, um dos primeiros investidores do Facebook

NÃO SEJAS PHISH! Como identificar um email de phishing


Autoria: Samuel Cruz
Departamento de Sistemas de Informação

Phishing é um tipo de fraude digital em que alguém tenta recolher informações pessoais ou credenciais de acesso fazendo passar-se por outra pessoa, ou por outra organização levando as vítimas a seguir um link que o leva a site malicioso. Um exemplo comum disto são os milhares de ataques de phishing do Office 365: Um utilizador recebe um email que parece vir da Microsoft pedindo-lhe para fazer login na sua conta Office 365. Quando o utilizador clica no link do e-mail, é direcionado para uma página de login falsa do Office 365, onde as suas credenciais são recolhidas e armazenadas. Com os logotipos da Microsoft no e-mail e na página de phishing, um utilizador mais distraído não reconhecerá o e-mail como uma tentativa de fraude.

Há não muito tempo atrás, o phishing era direcionado principalmente ao mercado de consumo, e o malware era considerado a maior ameaça para as empresas. Com o evoluir dos sistemas de segurança implementados nas organizações o malware foi-se tornando menos eficaz (ainda é uma ameaça considerável!) e os atacantes direcionaram os seus esforços em sofisticar os ataques de phishing, uma vez que exploram a vulnerabilidade humana e não tanto a tecnologia. Hoje, o phishing é o principal ataque social às empresas, responsável por mais de 90% das violações de segurança. Como nenhuma solução de segurança pode bloquear 100% dos ataques, é fundamental que os funcionários das organizações estejam alerta e consigam saber como se protegerem de ataques de phishing.

Deixo-vos algumas dicas que ajudam a identificar um email de phishing

  1. O REMETENTE

Nunca confiar num e-mail com base apenas naquele que parece ser o remetente. Os responsáveis por estes ataques utilizam vários métodos para ocultar o verdadeiro remetente dos emails. As técnicas mais comuns são spoofing do remetente e a utilização de domínios idênticos ao verdadeiro.

O spoofing do remetente passa por apresentar no email um Display name que parece legitimo quando na verdade o endereço que está por trás não corresponde. Por exemplo, um email proveniente de “Suporte Microsoft Portugal <suporte@microsoft.com>” , mas cujo verdadeiro remetente por trás deste display name é “xtpo.@yahoo.br”

A utilização de domínios idênticos passa por enviar um email de um domínio que é em tudo idêntico ao verdadeiro excepto em um ou dois caracteres. Por exemplo, suporte@microsoft.tk (o verdadeiro é microsoft.com) ou clientes@mileniumbcp.pt (Falta um L e um N, seria millenniumbcp.pt)

A estes ataques estão mais vulneráveis os clientes mobile, uma vez que estas apps por questões de optimização de espaço no ecrã não mostram o endereço de email por detrás do display name sem que o utilizador carregue, tipicamente numa seta que expande o remetente e mostra o endereço de origem.

  1. A URGÊNCIA

A maior parte dos emails de phishing usam palavras ou expressões que transmitem urgência na acção que se pretende que o utilizador tome. As inclusões destas palavras no texto do email procuram que o utilizador clique no link com rapidez descurando os cuidados necessários. Tenham especial cuidado com emails que contenham as palavras: Urgente, Pedido, Importante, Pagamento, Atraso, Expirado, Atenção, Segurança, etc.

  1. O LINK

Os e-mails de phishing incluem um link, que levam, tipicamente, o utilizador a um site falso, em tudo idêntico ao site legitimo pelo qual se faz passar, com um ecrã de login, onde as credências introduzidas são recolhidas e armazenadas para uso malicioso. Embora o texto do link possa dizer “Clique para aceder à sua conta Office 365”, é fundamental analizar qual é o URL por detrás do texto clicável antes de clicar no link. Este link pode vir directamente no corpo do email ou num anexo.

Aqui deixo um exemplo mais visual

Resultados da Auditoria Externa de 2020


Como sabem o ano de 2020 trouxe-nos desafios acrescidos relacionados com a COVID-19, aos quais, com o nosso habitual dinamismo, resiliência, capacidade de adaptação e inovação, temos vindo a ser  capazes de os superar de forma extraordinária, excedendo todas as nossas expetativas.

No que concerne às auditorias de 2020, não foi diferente… e também estas tiveram de ser repensadas relativamente à forma de realização, tendo em conta este “novo” normal que estamos a viver.

E desta forma, e sem precedentes na Wondercom, avançamos para a realização de parte das nossas auditorias de forma remota, dando assim cumprimento aos nossos objetivos do SGI, bem como aos requisitos normativos para não colocar em causa as nossas certificações.

Assim sendo, a auditoria externa de 2020 ocorreu em 2 momentos distintos, de forma remota entre os dias 11 e 12 de maio, e de forma presencial entre os dias 27 e 31 de julho do corrente ano, da qual resultaram em termos globais 5 NC menores, 1 NC maior, tendo sido de imediato delineado um plano de ações para colmatar as situações identificadas. Paralelamente foram ainda identificadas 6 oportunidades melhoria, bem como identificados por parte da equipa auditora vários pontos fortes, que se passam a transcrever:

 

  • Revisão pela Gestão com relatório muito completo e conclusivo relativamente aos temas em análise;
  • Estrutura Documental do Sistema e utilização de plataformas de alocação de técnicos;
  • Apresentação dos técnicos nos clientes – Fardas e viaturas;
  • Gazeta W, como ferramenta de comunicação interna para sensibilização da qualidade ambiente e segurança;
  • Reuniões mensais com a gestão de topo e seu detalhe;
  • Dinamismo da Equipa Wondercom;
  • Competência dos Técnicos e da Gestora do sistema integrado;
  • Projeto EDP em curso;
  • Ações perante a pandemia;
  • Monitorização e grau de cumprimento dos objetivos;
  • Dimensão e modernização constante da Frota e qualidade do parque informático.

Volvidos entretanto sensivelmente 3 meses sobre o término a auditoria externa, e após apreciação por parte do Auditor Coordenador das “démarches” que desenvolvemos para colmatar as situações identificadas como não conformes, recebemos recentemente a informação que foi recomendada a recertificação da Wondercom de acordo com os seguintes referenciais normativos: a ISO 9001:2015; a ISO 14001:2015 e a ISO 45001:2018.

Face aos resultados obtidos, e tendo em conta o contexto sanitário que travessamos, com todas as alterações e esforços adicionais que tal situação implicou e que continua a implicar, bem como o fato de termos migrado para um novo referencial normativo a ISO45001 (que vem substituir a OHSAS 18001, que será descontinuada em março de 2021), só podemos estar orgulhosos do nosso trabalho e esforço empreendido.

Resta agradecer a todos que de forma direta  ou indireta, todos os dias dão o seu contributo para o bom funcionamento do sistema de Gestão Integrado, contribuindo desta forma para a melhoria continua do mesmo.

STOP 5G Paranoia


Autoria: Samuel Cruz 
Departamento de Sistemas de Informação

Nos anos 70, em plena guerra fria e com a eminência de um ataque nuclear entre os Estados Unidos e a União Soviética, o tema dos efeitos da radiação estava na ordem do dia e, entre outras, surgiu a teoria de que os campos eletromagnéticos gerados pelas linhas de alta tensão estariam relacionados com o aparecimento de cancros na população que vivia perto deles, apesar de nunca ter existido nenhum estudo credível publicado num boletim de investigação científica que relacionasse isso. Depois o alvo foram os micro-ondas, e as suas perigosíssimas radiações.

Nos dias de hoje ainda há pessoas a acreditar que aquecer comida no micro-ondas provoca cancro e que a rede que está presente nas portas destes equipamentos serve para impedir que a radiação saia do interior. Serve na verdade para impedir que no caso de algum alimento rebentar no interior, parta o vidro/acrílico da porta. Depois foram as televisões. Também emitiam radiação e faziam mal à vista. Na verdade, não fazem bem, mas por outros motivos. A exposição prolongada da vista humana a uma televisão provoca o que chamamos tipicamente de “vista cansada”, mas isso deve-se apenas ao movimento da imagem e à transição rápida de cor e luz que obrigam a vista a estar constantemente a adaptar-se. Não é em nada diferente do que acontece se ficarmos o mesmo período a olhar para uma lâmpada a piscar ou se formos de carro a atravessar uma estrada florestal e formos a olhar para o sol através das árvores.

Já nos anos 90 quando surgiram as primeiras redes 2G voltaram as teorias da conspiração. A causa deve-se em parte a uma fotografia publicada num jornal britânico de um técnico de telecomunicações a subir a uma antena com o que parecia ser um fato antirradiação. Era na verdade um fato que o protegia de um químico anticorrosão que estava a ser aplicado na antena para a impedir de enferrujar. Quando a operadora explicou para que servia o fato já os amantes da conspiração tinham inventado dezenas de teorias sobre os nunca provados efeitos devastadores das redes 2G.

Com a massificação destas redes e dada a ausência de qualquer estudo científico credível que conseguisse relacionar as redes 2G/3G/4G com problemas de saúde em humanos o tema foi caindo em esquecimento, até ao aparecimento do 5G.

Aqui importa esclarecer o seguinte: Existem dois tipos de radiação electromagnética: A radiação ionizante e a radiação não ionizante. A radiação ionizante é forte o suficiente para retirar os electrões da sua órbita em torno de um átomo. Este processo é chamado de ionização e pode ser prejudicial às células do corpo. A radiação não ionizante não tem energia suficiente para retirar os electrões da sua orbita em torno de um átomo, causando-lhes apenas vibração. Esta não é prejudicial às células do corpo. A radiação emitida pelas redes 2/3/4/5G é não ionizante, pelo que não é prejudicial aos seres humanos conforme declararam várias autoridades de saúde pública, como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Comissão Internacional de Proteção contra Radiação Não-Ionizante (ICNIRP), o organismo científico com sede na Alemanha encarregado de estabelecer limites à exposição à radiação, em várias ocasiões que as ondas de rádio usadas pelas comunicações móveis não são prejudiciais à saúde.

No dia 12 de Março de 2020, o Dr. Thomas Cowan, especialista em medicina familiar norte-americano, suspenso por má conduta, publicou um vídeo no Youtube em que afirmava que o vírus COVID-19 era provocado por radiação eletromagnética. O vídeo teve 16.000 shares e 390.000 views no espaço de uma semana, e foi citado no Twitter por uma artista americana com 2.3M followers.

Apesar do vídeo conter alegações falsas e imprecisões que foram imediatamente desmascaradas por centenas de virologistas de todo o mundo, o rastilho estava novamente aceso. A artista americana que fez share do vídeo no seu Twitter apagou o post passados alguns dias mas foi tarde demais. Por todo o mundo surgiram grupos anti 5G e desde então foram registados apenas no reino unido, segundo a BBC, mais de 300 ataques a técnicos de telecomunicações, durante o seu trabalho, e foram incendiadas 99 antenas 5G.

Isto mostra os perigos da desinformação que se propaga pelas redes sociais, especialmente em alturas de incerteza como a que vivemos, e leva-nos à triste conclusão de que apesar de todos os seres humanos serem imunes às ondas eletromagnéticas geradas nas redes 5G, nem todos são imunes a teorias absurdas ou à estupidez de uma forma geral.

Faz sentido falar em protecção de dados durante uma emergência de saúde pública?


Autoria: Cláudia Marques 
Data Protection Agent na Wondercom

Deparamo-nos hoje, cidadãos e empresas, com desafios sem precedentes, devido à situação de  emergência de saúde pública em que nos encontramos,  tendo que procurar soluções flexíveis e adequadas às necessidades deste “novo normal” em que agora vivemos. A área da protecção de dados e privacidade não é excepção a esta necessidade de adaptação.

A discussão, em torno da privacidade e da pandemia, torna-se  particularmente importante quando pensamos nos novos desafios com que se deparam hoje as empresas e os indivíduos e nas suas consequências, nomeadamente:

  • O teletrabalho e o inerente risco de violações de dados (seja pela utilização de equipamentos e contactos pessoais dos colaboradores, pela utilização generalizada de videoconferências ou pelos sistemas de monitorização de colaboradores);
  • A utilização de mecanismos de controle de contágio por algumas empresas (medição de temperatura ou preenchimento de questionários por colaboradores), comunicação de colaboradores infectados para rastreio de contágio e informação de quarentena e eventual partilha destes dados com as autoridades sanitárias;
  • O surgimento de aplicações de monitorização dos indivíduos com vista ao rastreio digital de Covid-19 (que recolhem permanentemente dados de localização, tendo, potencialmente, acesso à nossas rotinas, deslocações e contactos durante 24 horas). Em Portugal a aplicação que será lançada tem o nome de STAYAWAY COVID e está, neste momento, a aguardar parecer da Comissão Nacional de Protecção de Dados.

Mas, fará sentido, com tantos problemas que hoje existem, perante os riscos de saúde pública que enfrentamos e na iminência de uma crise financeira, preocuparmo-nos com a protecção dos dados pessoais e privacidade?

Sem dúvida. Se há coisa que a história nos ensina é que é nas alturas mais difíceis da vivência em sociedade que são cometidas as maiores atrocidade e atropelos aos direitos dos cidadãos e à democracia. E, por isso, temos de estar conscientes de que os nossos dados pessoais são uma porta de entrada para a nossa vida privada e liberdade individual.

Com um simples e intuitivo clique, informações como onde moramos, onde trabalhamos, quais são as nossas actividade de lazer, quem é nossa família, quais as pessoas com quem nos relacionamos, os nossos interesses, com quem nos encontramos e onde, locais onde passamos o nosso tempo e tudo o mais que se possa imaginar, podem ficar visíveis para terceiros. E temos de estar despertos para esse perigo e para as formas de o neutralizar, sempre, independentemente de vivermos numa situação de pandemia.

Claro que a protecção de dados não pode servir para obstaculizar os meios de combate à propagação do contágio do SARS-COV2 (Covid19), mas têm de  ser encontrados mecanismos que assegurem um equilíbrio entre os direitos dos indivíduos e as questões de saúde pública.

Estes mecanismos devem garantir que  os princípios da protecção de dados são respeitados,  os indivíduos são devidamente informados quanto a todas as questões relacionadas com o tratamento das suas informações pessoais e qualquer restrição de direitos neste âmbito deve estar prevista na lei, respeitar os direitos e liberdades fundamentais dos indivíduos e constituir uma medida proporcional e adequada numa democracia. Ou seja, tem de existir proporcionalidade entre a necessidade que existe e os dados que se recolhem e tratam, sabendo que se nos parece excessivo determinado tratamento, devemos usar os meios adequados para nos defendermos dele.

Em resumo, temos sempre, o direito de saber que dados pessoais estão a ser recolhidos sobre nós, quem lhes pode aceder e durante quanto tempo, como vão ser usadas as nossas informações pessoais e como podemos exercer os nossos direitos quanto a elas. E isto nunca pode ser retirado, seja qual for a circunstância excepcional em que nos encontremos.

COVID19- Perguntas e Respostas – RGPD


Autoria: Cláudia Marques

Data Protection Agent na Wondercom

Mesmo no contexto em que vivemos, de emergência de saúde pública relacionada com a pandemia do Covid19, não devemos supor que foram suspensos os direitos fundamentais à de privacidade e à protecção de dados. Como referiu há dias o Conselho Europeu De Proteção De Dados “continua a ser obrigação do Responsável pelo Tratamento garantir a protecção de dados dos indivíduos”.

Porém, também não pode permitir-se que as normas de protecção de dados sejam um obstáculo ao cumprimento e à eficácia das medidas das autoridades sanitárias na luta contra o novo Coronavírus. É preciso encontrar formas de compatibilizar o tratamento lícito dos dados pessoais com as medidas necessárias para proteger a saúde pública

Por outro lado, o próprio Reg. Geral de Protecção de Dados, reconhece, fundamentos excepcionais para o  tratamento lícito de dados, como por exemplo, os casos de adopção de medidas necessárias para fins humanitários (incluindo o controle de epidemias) ou para salvaguardar os interesses vitais das pessoas ou a saúde pública.

Assim, neste tempo de dúvida e incerteza elaborámos um conjunto de perguntas e respostas que julgamos ser do interesse de todos.

Tendo a empresa conhecimento de que um colaborador foi infectado pelo covid19, pode tratar essa informação? 

Sim. O tratamento desta informação é fundamental para a empresa poder cumprir o seu dever de assegurar aos colaboradores condições de segurança e de saúde. Ou seja, a empresa precisa de utilizar esta informação para proteger os demais colaboradores da empresa e executar as orientações da Direcção Geral de Saúde, no sentido de minimizar os riscos de contágio, nomeadamente a Orientação nº 006/2020, de 26/02/2020.

No entanto, o tratamento destes dados deve observar os princípios estabelecidos no Reg. Geral de Protecção de Dados, designadamente, não serem tratados mais dados do que o necessário, o tratamento ser limitado no tempo e os dados apenas serem usados para a finalidade concreta de diminuição do risco de contágio de Covid19.

A empresa pode divulgar a informação de que um colaborador se encontra infectado por Covid19 aos demais colaboradores?

A empresa pode divulgar esta situação sem identificar a pessoa afectada, mantendo a sua privacidade ( como é feito, pelas autoridades sanitárias quando procedem a esta divulgação).  A informação deve ser apenas a necessária para a salvaguarda dos direitos e da saúde dos demais colaboradores, de acordo com o estabelecido nas recomendações emitidas pelas autoridades competentes.

Em conclusão, sempre que que for possível cumprir a obrigação de protecção da saúde dos colaboradores, divulgando a existência de um caso sem identificar a pessoa contagiada, deve ser feito desse modo. Apenas nos casos, muito limitados, em que essa informação parcial não seja suficiente para cumprir o objectivo, poderá ser divulgada a identidade da pessoa infectada.

Pode questionar-se os colaboradores ( ou quem trabalhe com a empresa ou se desloque às suas instalações) se apresenta sintomas de Covid19?

A Direcção Geral de Saúde determinou que quem apresente sintomas relacionados com esta doença, por uma questão de saúde pública, deve comunicar este facto às autoridades sanitárias. As empresas, podem justificar a colocação destas questões aos colaboradores/visitantes, com a sua obrigação de manter os colaboradores em segurança e de proteger a saúde dos mesmos, conservando o local de trabalho livre de riscos sanitários. Neste contexto, as empresas não precisam de ter consentimento explicito para fazer estas perguntas,  porém, a questão deve ser limitada ao possuir ou não algum dos sintomas da doença e nada mais que isso.

No caso de estar em quarentena preventiva ou de estar infectado pelo Covid19 o colaborador tem obrigação de o comunicar à empresa? 

Sim, apesar de numa situação normal não ser assim, neste momento, atendendo à situação de pandemia e à próprias orientações da Direção Geral de Saúde, o colaborador deve dar esta informação à empresa, podendo ceder o seu direito individual perante a defesa do direito à saúde dos demais colaboradores ou mais genericamente,  da saúde pública.